Código: 110

Máscara Laríngea Reutilizável ML Tradicional Clássica - Medtech

Marca: Medtech Disponibilidade: Disponível em 10 dias úteis


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A Máscara Laríngea (ML) é um dispositivo desenvolvido para o manuseio supraglótico das vias aéreas, podendo ser
considerado como funcionalmente intermediário entre a máscara facial e o tubo traqueal., dispensando o uso de laringoscópio, ou instrumentos
especiais para sua inserção. 
Corretamente posicionada, a face convexa posterior da ML estará em contato com a parede da
faringe e a anterior, sobreposta às estruturas supraglóticas ( laringe), de forma a permitir
a ventilação. Sua ponta se aloja sobre o esfíncter esofagiano superior.
A NovaMASC reutilizável é fabricada em silicone especial de padrão médico. 
A versão descartável é produzida em PVC transparente siliconado.

TOTALMENTE ISENTAS DE LÁTEX

Inserção da ML NovaMASC modelo Clássico

Preparo:
Indução anestésica: O Propofol, nas doses de 2,0 a 3,0 mg/kg atualmente é o agente indutor endovenoso de
preferência para a inserção da ML, já que sozinho, é capaz de produzir rapidamente hipnose, atenuar os
reflexos laríngeos e levar a um relaxamento mandibular adequado à passagem da ML. Em crianças esta dose é
mais elevada, de 4 a 5mg/kg. Pré-medicação adequada com opióides e uso endovenoso (EV) de lidocaína
1,0 a 1,5 mg/kg 2 minutos antes da indução em casos onde esta não esteja contra-indicada, podem reduzir
significativamente a dor à injeção do Propofol, além de minimizar reações reflexas indesejáveis à passagem e
posicionamento da ML.
Outros agentes indutores, como o Thionembutal, Etomidato e benzodiazepínicos, podem ser utilizados
desde de que sempre associados a pequenas doses de relaxantes musculares, visando melhor mobilidade
mandibular, necessária às manobras de inserção da ML. Estudos indicam que a Succinilcolina na dose de
0,5 mg/kg, até um total de 30mg, tem se mostrado suficiente para um adequado relaxamento mandibular. Ao
contrário do Propofol, estes agentes hipnóticos isolados sem o uso de relaxantes ou complementação inalatória,
não oferecem bons resultados, podendo muitas vezes, levar a espasmos ou tosse durante as tentativas de
passagem da ML. Em crianças, uma boa alternativa aos agentes endovenosos, é a indução inalatória clássica,
sob máscara facial com halogenados, de forma análoga a uma intubação traqueal (IT)
n.º 1 - RN a lactentes até 5kg
n.º 1,5 - lactentes de 5 a 10 kg
n.º 2 - lactentes de 10kg até pré-escolares de 20kg
n.º 2,5 - crianças de 20 a 30kg
n.º 3 - crianças / adolescentes de 30 a 50 Kg
n.º 4 - adultos de 50 a 70 Kg
n.º 5 - adultos de 70 a 100 Kg 

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Restrições ao uso da ML:
1) Pacientes com maior risco de regurgitarem:
- pacientes que não estejam em jejum;
- hérnia de hiato, obstrução intestinal;
- obesidade extrema ou mórbida;
- grávidas com mais de 14 semanas;
- poli-traumatizados (estômago cheio);
2) Baixa complacência pulmonar ou alta resistência
à ventilação (fibrose, DPOC, obesidade mórbida, broncoespasmo, edema pulmonar, trauma torácico);
3) Restrição da abertura da boca, com distância inter-incisivos menor que 2 cm,
4) Patologias faríngeas (abscessos, hematoma, ruptura tecidual)
5) Obstrução ventilatória abaixo ou na laringe;
6) Ventilação pulmonar seletiva;
7) Pouca familiaridade do profissional com a técnica e os cuidados no manuseio da ML.
Indicações para o uso da ML:
Em princípio, a ML é empregada em todos os casos onde a anestesia possa ser conduzida com o
uso de máscara facial. Em um grande número de situações, substitui o tubo traqueal com vantagens,
respeitadas suas limitações. Recentemente seu uso tem sido estudado em situações de emergência e
reanimação, principalmente com os modelos descartáveis.
Alguns exemplos do uso prático da ML: (Adaptado do livro “Atualização em Anestesiologia”
 Vol. II – SAESP (1996)
Cirurgias eletivas: Com estômago vazio, onde se planeje uma anestesia geral e não haja qualquer contraindicação
ao uso da ML. Procedimentos ortopédicos, vasculares periféricos, de parede abdominal,
otorrinolaringológicos, oftálmicos, urológicos, proctológicos, ginecológicos, ambulatoriais, cirurgia plástica e
pediátrica, etc.
Narcoanalgesia: Cirurgias feitas sob bloqueios regionais, com narcose mantida tradicionalmente através de
máscara facial ou IT, são conduzidas de forma mais conveniente com a ML, que por ser pouco reflexógena,
necessita de uma narcose menos profunda para ser tolerada em relação a um tubo traqueal.
A ML é uma opção prática, para assegurar vias aéreas livres em pacientes sob bloqueio, que se apresentem
excessivamente sedados ou em posição desconfortável (ventilando mal e com queda progressiva na saturação
da hemoglobina).
Por ser menos invasiva que a IT e de mais fácil controle que uma máscara facial, a ML é também útil na complementação
com anestesia geral e falhas em bloqueios regionais.
Anestesia pediátrica: Um grande número de anestesias atualmente realizadas sob anestesia regional, com
narcose necessariamente mantida sob máscara ou tubo traqueal, podem ser conduzidas sob ML.
Anestesia para cirurgia plástica: A anestesia sob ML se aplica bem aos procedimentos em cirurgia plástica,
principalmente àqueles feitos a nível ambulatorial ou associados a bloqueios regionais. A tranqüilidade no
despertar e a menor incidência de complicações pós-operatórias com a ML, favorecem esta técnica.
Anestesia para procedimentos oftálmicos: A pressão intra-ocular sofre menor variação com o uso da ML
em comparação a IT, o que por si já é uma vantagem importante. Várias intervenções oftálmicas são realizadas
atualmente sob bloqueios regionais, mas ocasionalmente estes pacientes necessitam suporte ventilatório.
Cirurgias em cantores e locutores profissionais: Pelo evidente risco de trauma durante manobras de
laringoscopia e passagem do tubo traqueal pelas cordas vocais.
Cirurgias ambulatoriais: Dado ao uso cada vez mais freqüente desta modalidade de atendimento, a ML
pode ser empregada de maneira vantajosa em relação à IT ou uso da máscara facial (evita o trauma da
laringoscopia, permite despertar mais suave, apresenta menor incidência de desconforto local e uma rápida
recuperação da função ciliar e da tosse).
Exames e procedimentos ambulatoriais: Curativos em queimados, sessões múltiplas de radioterapia (várias
anestesias), exames oculares em crianças, exames radiológicos, tomográficos, ressonância magnética,
broncoscopias, dinâmica de cordas vocais, etc.
Procedimentos odontológicos ambulatoriais: O tamanho e a conformação da ML, ao envolver a laringe,
oferece uma melhor proteção contra a entrada de sangue e detritos na traquéia, que um tubo traqueal.
Cirurgias otorrinolaringológicas: Mesma razão acima, a ML é empregada em adenoamigdalectomias (modelo
flexível reforçada, utilizando o fixador de Boyle-Davis); sendo usada em procedimentos otológicos, antes feitos
sob máscara facial ou IT.
Broncoscopia (Fibroscopia): A ML tem mostrado ser uma boa opção para estes procedimentos, facilitando a
técnica ao permitir o acesso do fibroscópio às vias aéreas, ao mesmo tempo em que a ventilação é mantida.
Uso em pacientes despertos: Se necessário, a ML pode ser inserida em pacientes acordados. Dependendo
do estado geral do paciente, esta manobra é facilitada com o uso de opióides, benzodiazepínicos, lidocaína
EV, minutos antes do procedimento e/ou uma anestesia tópica adequada. Este técnica tem tido sucesso em
pacientes onde a IT com laringoscopia mesmo com o uso de fibroscopia, foi previamente difícil ou impossível.
Intubação Traqueal através da ML: Pode-se conseguir uma IT com o uso de uma ML convencional como
guia. Como a ML se encontra sobreposta à laringe, é possível a passagem de um tubo traqueal, fibroscópio ou
guia através de sua luz, transpondo as estruturas glóticas até atingir a traquéia.
Medicina de Emergência: A ML não foi desenvolvida para substituir o tubo traqueal em emergências, mas em
algumas circunstâncias, por suas características de rapidez no acesso e facilidade de inserção, permite um
controle imediato das vias aéreas até que outras medidas possam ser tomadas.
Novas diretrizes da American Heart Association (AHA):
No Suporte Básico da Vida (BLS) em adultos, a ML é recomendada como uma alternativa ao
sistema bolsa-válvula-máscara facial e é considerada a primeira escolha para assegurar via aérea para
reanimadores que não estão treinados para intubação traqueal.
No Suporte Avançado da Vida em adultos (ACLS), a ML é recomendada como um dispositivo
Classe IIb, definida como intervenção aceitável e possivelmente útil, sendo uma indicação nos casos de
intubação traqueal difícil.
No Suporte Avançado da Vida em Pediatria (PALS), a ML é classificada como um dispositivo de
classe indeterminada, definido como “ intervenção pode ser recomendada, mas trabalhos precisam ser
feitos para ter uma classe definitiva”. Portanto, na parada cardio-respiratória e na Reanimação Neonatal, a
ML é uma alternativa importante na situação “não intubo, não ventilo”.

Via aérea difícil: Síndrome de Pierre Robin, hidrocefalia, certas anomalias congênitas, etc.; a ML pode ser
considerada como um recurso a mais no manuseio das vias aéreas destes pacientes, servindo inclusive
para intubar a traquéia por seu intermédio. A utilização de fibroscopia óptica em casos de urgência, nem
sempre é possível ou viável, mesmo em grandes centros. Portanto, apesar da ML ter sido desenvolvida para
uso em anestesia geral de rotina, tem seu lugar em situações críticas em que a via aérea é difícil de ser
rapidamente isolada

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